Divulgado pela organização Agenda Pública, o Índice de Qualidade dos Serviços Públicos (IQSP) serve para diagnosticar, comparar e monitorar a eficiência das gestões municipais por meio da avaliação dos serviços prestados em diferentes áreas.
Para avaliar e comparar o desempenho das cidades, o estudo analisa oito eixos principais, sendo eles Educação, Saúde, Proteção Social, Meio Ambiente, Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico, Gestão e Mobilidade Urbana. Cada setor recebe uma nota e a soma total define a posição do município no ranking.
E de acordo com o levantamento mais recente, a cidade de Curitiba, no Paraná, assumiu a liderança com folga ao acumular uma pontuação de 0,704, superando outras capitais de forma massiva.
O alto desempenho do município foi alavancado por resultados elevados em aspectos como Meio Ambiente, Infraestrutura e Gestão. Entretanto, a pontuação acumulada em outras dimensões também foi satisfatória.
Uma das poucas lacunas da capital paranaense ocorreu no eixo de Saúde e Proteção Social pois, assim como outros grandes centros, Curitiba também não superou a média nacional. O resultado evidencia esse indicador como o principal gargalo estrutural a ser equalizado na gestão local.
Belém ocupa última posição no ranking de qualidade de serviços públicos
Na outra ponta da tabela, a cidade de Belém, no Pará, amargou o menor indicador do levantamento, o que evidenciou severas vulnerabilidades estruturais na oferta de serviços básicos na capital que recebeu eventos como a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30).
De acordo com os resultados, a pontuação de 0,302 obtida pelo município posiciona-o significativamente abaixo da média geral das cidades brasileiras, estabelecida pelo levantamento em 0,491.
Contudo, é importante destacar que, em dimensões ligadas à gestão administrativa e à infraestrutura pública, Belém apresentou indicadores elevados, superando até mesmo cidades que apareceram em posições mais altas do ranking nessas áreas específicas.





