Você está praticando atividade física de alta intensidade ou até mesmo recebeu a recomendação de um especialista para começar a tomar creatina, mas não sabe qual é a quantidade necessária? O protocolo mais indicado por especialistas é, inicialmente, a utilização de 20 gramas diárias durante 5 ou 7 dias, com 4 doses por dia. Após isso, a recomendação é manter uma ingestão entre 3 e 5 gramas diárias.
Apesar dessa recomendação, o pesquisador farmacêutico e ex-professor, Mehdi Boroujerdi, parece ter encontrado a quantidade ideal para ser utilizada por dia. Em uma análise realizada no “Manual de Creatina e Cinética In Vivo da Creatinina”, ele apontou que essa abordagem gera uma saturação rápida dos estoques de creatina muscular. No entanto, uma dose diária menor, de 3 a 5 gramas, pode ser suficiente para cumprir o mesmo papel, mas em um período maior de uso: 28 dias.
Absorção de creatina no corpo
Mais uma constatação realizada é que nem toda creatina que a pessoa ingere de forma oral é absorvida. Sua absorção depende de questões como a capacidade muscular individual de cada um e a estabilidade gastrointestinal.
Outro ponto, que já foi apontado por outros especialistas e até mesmo estudos, mas destacado também por Boroujerdi, é que a ingestão da creatina junto a carboidratos também ajuda na absorção do suplemento no corpo.
O papel da creatina
Frequentemente associada apenas ao universo das academias, a creatina tem se revelado um composto de complexidade fascinante e importância vital para o organismo humano. Produzida naturalmente por órgãos como fígado e rins, essa substância, composta pelos aminoácidos metionina, arginina e glicina, atua como uma espécie de bateria reserva para as células, sendo essencial para tecidos que exigem energia rápida e constante.
A lógica de funcionamento da creatina é puramente bioquímica: uma vez estocada, majoritariamente na musculatura, ela se transforma em fosfocreatina. Sua missão é regenerar o ATP, a principal moeda energética do corpo. Esse processo é o que permite que um atleta realize um esforço explosivo.
Ao contrário do que mitos em redes sociais sugerem, a substância não possui relação com esteroides; seu papel é fornecer suporte energético para a contração e respiração celular, e não substituir hormônios, como destacado por Boroujerdi.





