Ao longo de sua história, a TV Globo foi responsável por lançar e consolidar carreiras de alguns dos maiores nomes da televisão brasileira. Porém, nem todos os artistas que brilharam na emissora tiveram finais felizes dentro da casa. Entre disputas judiciais, denúncias de assédio e até acusações criminais, alguns acabaram proibidos de retornar aos estúdios, mesmo após décadas de contribuição para a emissora.
Maitê Proença
Demitida em 2017, Maitê Proença revelou que descobriu pela imprensa que seu contrato não seria renovado. A atriz também relatou episódios de assédio por pessoas influentes dentro do canal. Em 2018, processou a Globo buscando o reconhecimento de vínculo empregatício após 37 anos de trabalho. Desde então, se afastou das novelas e mais recentemente voltou à atuação na série Bom Dia, Verônica, da Netflix.
Carolina Ferraz
Conhecida por papéis marcantes em novelas como Por Amor (1997) e Avenida Brasil (2012), Carolina Ferraz deixou a Globo após Haja Coração (2016). No ano seguinte, acionou a Justiça pedindo vínculo empregatício, já que atuava como PJ. O pedido foi negado pelo STF. Em 2020, ela assumiu o comando do Domingo Espetacular na Record e declarou não ter interesse em retornar às novelas.
Lucy Mafra
Com passagens por produções dos anos 1980 até América (2005), Lucy Mafra viu sua carreira desmoronar após ser acusada por uma camareira de furtar bolsas e dinheiro de colegas, incluindo R$ 300 da carteira de Christiane Torloni. Apesar de negar, nunca mais foi chamada pela Globo. Enfrentou dificuldades financeiras e morreu em 2014, aos 60 anos, sem que as acusações fossem formalmente comprovadas.
Pedro Cardoso
Intérprete inesquecível de Agostinho Carrara em A Grande Família, Pedro Cardoso passou quase 30 anos na emissora, mas deixou os estúdios em meio a críticas públicas à Globo. Ele afirmou que a empresa não valorizava seus projetos autorais, apesar do sucesso que ajudou a construir. Hoje, vive em Portugal, distante da televisão.
Desirée Vignolli
Desirée brilhou em produções como Que Rei Sou Eu (1989) e Mico Preto (1990), mas teve a carreira interrompida após ser presa por roubar a bolsa de uma colega em uma academia. Em depoimento, afirmou ter agido no desespero devido a dívidas e dificuldades financeiras. Nunca conseguiu retomar a carreira artística e faleceu em 2018, aos 52 anos, vítima de um infarto fulminante.





