A patente da semaglutida, conhecida como o princípio ativo do Ozempic, está prestes a expirar em 20 de março de 2026. A aprovação pela Anvisa das versões genéricas deste medicamento poderá transformar o mercado farmacêutico nacional.
Atualmente, a semaglutida é usada para tratar diabetes tipo 2 e obesidade, mas seu uso ainda é limitado devido a altos custos. O fim da patente abre espaço para que laboratórios nacionais produzam versões mais acessíveis, desde que sejam previamente aprovados pela Anvisa.
A previsão é que a entrada de genéricos ajude a reduzir os preços, o que poderá ampliar o acesso ao tratamento. No entanto, essa mudança depende da segurança e eficácia das novas versões, cuja comprovação é necessária para a aprovação regulatória.
Regras regulatórias
Serão analisados pela Anvisa treze pedidos de registro para medicamentos à base de semaglutida, dos quais dois estão sendo priorizados a pedido do Ministério da Saúde.
A expectativa é que a entrada de concorrentes no mercado traga uma redução nos preços de até 40%. Essa queda de preços poderia facilitar a incorporação do medicamento no Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando o acesso ao tratamento para uma população maior.
Preparação dos laboratórios nacionais
Diversos laboratórios estão de prontidão, com a EMS já possuindo a infraestrutura necessária para a produção. Assegurar a equivalência terapêutica é um passo crucial para a autorização dos genéricos, garantindo que sejam tão seguros e eficazes quanto as versões originais.
A perspectiva de preços mais baixos é animadora tanto para consumidores quanto para o mercado; no entanto, a mudança não ocorrerá imediatamente, pois depende do ritmo da aprovação regulatória.
Se confirmadas as projeções de queda de preços, é possível que a semaglutida seja incluída no SUS, reduzindo o impacto financeiro anteriormente estimado como elevado.





