Duas operações integradas entre a Argentina e o Brasil destruíram 558 serviços de streaming ilegais na última semana de novembro deste ano. Lideradas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública do Brasil e com a colaboração de autoridades locais na Argentina, as ações miraram plataformas que acumulavam 6,2 milhões de assinantes, dos quais 4,6 milhões encontravam-se no Brasil.
O objetivo era combater a violação de direitos autorais e proteger a indústria audiovisual.
Operações coordenadas e resultados
Na Argentina, 22 aplicativos piratas foram desativados. Eles operavam sob uma estrutura complexa, com a administração na Argentina e a parte técnica na China, gerando cerca de US$ 150 milhões anuais.
No Brasil, a “Operação 404” foi responsável pelo bloqueio de 535 sites e um aplicativo de streaming. Essa operação contou com a participação de outras nações, incluindo Reino Unido e Peru, refletindo uma abordagem internacional contra a pirataria.
Efeitos sobre usuários
A popularidade dos dispositivos TV boxes e IPTV facilitou o acesso a tais plataformas, transformando televisores em centrais de streaming. A Alianza, uma organização que combate a pirataria, destacou que usuários desses serviços ilegais perderam acesso sem possibilidade de reembolso, enfatizando os riscos do uso de plataformas não oficiais.
Iniciada em setembro de 2024, a operação na Argentina revelou escritórios que operavam como empresas legais, empregando funcionários em variadas funções que iam além do marketing e vendas na Argentina e com suporte técnico na China.
No Brasil, a “Operação 404” efetuou mandados de busca, prisões preventivas e prisões em flagrante, destacando o compromisso das autoridades em desmantelar redes de pirataria.





