Depois de 60 anos de parceria, a Fifa anunciou que o álbum de figurinhas da Copa do Mundo não será mais o da Panini a partir de 2031. Isso porque a entidade máxima do futebol fechou um acordo com uma nova marca, a Fanatics Collectibles, que ficará responsável pela produção de cards colecionáveis, álbuns de figurinhas e jogos de cartas ligados às competições do órgão.
Mudança encerra uma das parcerias mais tradicionais do futebol
A ligação entre Panini e Copa do Mundo se tornou praticamente simbólica ao longo do tempo. A empresa italiana produzia os álbuns oficiais do torneio desde a edição de 1970, no México, transformando as figurinhas em um fenômeno cultural global.
O novo contrato da Fifa com a Fanatics começa a valer de forma integral a partir de 2031. Até lá, a Panini ainda seguirá responsável pelas coleções da Copa do Mundo Feminina de 2027 e da Copa masculina de 2030.
Na prática, a mudança representa uma reconfiguração importante do mercado de colecionáveis esportivos, especialmente porque os álbuns da Copa movimentam milhões de consumidores em diferentes países.
Como funcionará a nova estrutura
A Fanatics assumirá a operação por meio da Topps, marca especializada em cards e itens colecionáveis esportivos. O acordo envolve não apenas os tradicionais álbuns físicos, mas também produtos digitais, cartas especiais e novos formatos de interação com torcedores
Entre as possibilidades mencionadas no anúncio estão cards com fragmentos reais de camisas utilizadas por jogadores, algo já bastante comum em ligas esportivas dos Estados Unidos.
Fifa busca ampliar engajamento digital
A decisão também acompanha uma transformação maior no consumo esportivo. O álbum físico continua relevante, mas a Fifa tenta expandir sua presença em experiências digitais e plataformas de interação online.
Isso porque o comportamento do torcedor mudou nos últimos anos. Hoje, o consumo de conteúdo esportivo envolve aplicativos, coleções digitais, marketplaces e integração com redes sociais, o que amplia o potencial de monetização do produto.
Segundo a própria entidade, a parceria com a Fanatics foi construída com foco em inovação e em novas formas de conexão entre fãs, seleções e jogadores.
Fanatics já terá presença estratégica na Copa de 2026
Embora a Fanatics só assuma oficialmente a produção do álbum da Copa do Mundo a partir de 2031, a empresa já começará a ampliar sua presença operacional no principal torneio da Fifa durante a edição de 2026. Isso porque o acordo firmado entre as partes vai além do mercado de figurinhas e envolve diferentes áreas comerciais ligadas ao evento.
A companhia será responsável pelas operações oficiais de varejo e merchandising da competição, o que inclui lojas licenciadas dentro dos estádios, pontos de venda para torcedores e ativações comerciais espalhadas pelas chamadas fan zones. Na prática, a Fifa passa a integrar a Fanatics em uma estrutura maior de experiência e consumo durante o Mundial.
O movimento segue uma lógica de expansão de marca. Em vez de limitar a parceria apenas ao segmento de colecionáveis, a entidade busca transformar a empresa em uma plataforma global de produtos, experiências e engajamento envolvendo a Copa do Mundo.
Outro ponto que reforça esse posicionamento é a presença da Fanatics na programação institucional da competição. A Fifa confirmou que as entrevistas coletivas que antecedem a final da Copa de 2026 ocorrerão dentro da Fanatics Fest, evento programado para acontecer em Nova York no dia 17 de julho.
A iniciativa também funcionará como um grande centro de interação entre torcedores, jogadores, treinadores e marcas ligadas ao torneio. Já no dia 19 de julho, data da decisão da Copa, o evento promoverá transmissões públicas em telões espalhados pelo Javits Center, em Nova York.





