O Brasil vive uma transformação nas telecomunicações em 2026 com a retirada planejada dos últimos orelhões das ruas. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) iniciou neste mês de janeiro a desativação desses telefones públicos.
Essa ação resulta de uma decisão conjunta com as operadoras, após o término dos contratos de telefonia fixa em 2025. O objetivo é priorizar investimentos na tecnologia de fibra óptica e redes móveis, adequando-se à evolução dos hábitos de comunicação no país e atendendo à crescente demanda por conectividade eficaz.
Atualmente, existem cerca de 38 mil orelhões espalhados pelo território nacional. No entanto, essa infraestrutura será gradualmente substituída por tecnologias mais modernas, que priorizam o acesso à internet e sinal de celular de alta qualidade.
Impacto nas comunidades
Os orelhões permanecerão ativos somente em áreas sem cobertura de celular até 2028. Essa medida assegura que todas as localidades tenham algum tipo de comunicação, utilizando os orelhões como alternativa enquanto a implementação de tecnologia 4G e 5G avança.
A transição visa reduzir desigualdades no acesso à informação entre regiões urbanas e rurais, integrando-as ao cenário global de telecomunicações.
Para isso, operadoras de telefonia estão comprometidas em ampliar a cobertura de fibra óptica em locais atualmente descobertos por essa tecnologia.
O fim de uma era
A retirada dos orelhões simboliza uma mudança significativa na história das telecomunicações brasileiras. Desde seu lançamento em 1972, desenhados pela arquiteta Chu Ming Silveira, esses aparelhos serviram como essenciais pontos de comunicação para milhões de pessoas.
Agora, eles cedem lugar a tecnologias mais eficientes e contemporâneas, marcando um passo inevitável em direção a um país mais digitalizado e conectado.





