A menos de duas semanas para o início da Copa do Mundo, o clima do torneio já contagia torcedores ao redor do planeta. Como reflexo desse entusiasmo, cresce a busca pelas camisas das seleções, sendo este um item indispensável para quem quer vibrar a cada jogo.
De olho nessa alta demanda, o mercado informal tenta maximizar os lucros produzindo réplicas com preços muito abaixo da média que, além de não possuírem autorização das confederações e marcas para utilizar símbolos oficiais, ainda apresentam qualidade inferior.
Esse cenário ficou evidente nesta quinta-feira (28), quando o Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), da Polícia Civil de São Paulo, confiscou cerca de 2 mil camisas falsificadas de diversas seleções, incluindo a brasileira.
De acordo com informações divulgadas pelo jornal Folha de S. Paulo, as apreensões ocorreram em conhecidos polos de comércio popular da capital paulista, como a Avenida Vautier, no bairro do Pari, além de lojas nas ruas 24 de Maio e Dom José de Barros, situadas no bairro da República, na região central
Durante as vistorias nesses locais, cinco comerciantes acabaram presos em flagrante, autuados com base nos dispositivos de proteção da Lei Geral do Esporte. Segundo a Polícia Civil, eles foram encaminhados à delegacia e responderão por crime contra a propriedade industrial.
Álbuns da Copa do Mundo falsificados também foram apreendidos
Ainda de acordo com o Folha de S. Paulo, autoridades também apreenderam por volta de 85 mil álbuns e figurinhas da Copa do Mundo de 2026 que, segundo dados do Google Trends, despertou cerca de 41% mais interesse nos brasileiros do que o lançado em 2022.
Assim como no caso das camisas, os itens colecionáveis também estavam sendo comercializados por valores muito abaixo da média de mercado, sem apresentar qualquer comprovação de procedência legal.
Vale lembrar que ações similares também foram registradas no Rio de Janeiro. Há cerca de uma semana, agentes da Polícia Civil interceptaram 200 mil figurinhas piratas em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, que abasteceriam o comércio e bancas de revistas da região metropolitana.





