Em 2026, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) revelaram resultados do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos, destacando que 43% dos idosos urbanos no Brasil temem quedas devido à precariedade das calçadas.
Cerca de quatro em cada dez idosos manifestam esse medo. Entre as mulheres, o índice é de 50,5%, enquanto entre os homens chega a 31,9%. Uma relação clara entre idade e aumento desse temor também ficou evidente. Para indivíduos com 80 anos ou mais, a apreensão sobe para 63,1%.
Infraestrutura urbana
As más condições das calçadas comprometem diretamente a mobilidade e segurança dos idosos. Acidentes como quedas são frequentes em áreas urbanas onde a manutenção de vias públicas é deficiente.
Além das quedas, 12,1% dos idosos consideram sua vizinhança insegura, o que acentua o isolamento social e afeta a saúde mental.
Impactos na saúde e qualidade de vida
O problema não se limita a riscos de acidentes. Aproximadamente 34,4% dos idosos sofrem de hipertensão, agravando a necessidade de acompanhamento médico.
A mobilidade reduzida também influencia o agravamento de condições de saúde pré-existentes. Cerca de 20,4% enfrentam dificuldades em realizar atividades diárias, exacerbadas por infraestruturas inadequadas.
A adaptação das cidades é crucial diante do envelhecimento populacional, uma realidade crescente que demanda atenção imediata para redução dos custos sociais associados.





