A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) anunciou a definição da bandeira tarifária amarela para dezembro de 2025 após 6 meses consecutivos de bandeira vermelha em diferentes patamares. Essa mudança impacta consumidores em todo o Brasil, já que a bandeira amarela implica num custo extra de R$ 1,88 por 100 kWh consumidos.
Essa variação representa um alívio em comparação a novembro, quando a bandeira tarifária vermelha patamar 1 resultava em um custo adicional de R$ 4,46 por 100 kWh.
A ANEEL tomou essa decisão com base em condições de geração de energia ligeiramente mais favoráveis. Com o início do período chuvoso, a expectativa é de chuvas superiores às de novembro, embora ainda abaixo da média histórica. Apesar disso, a geração de energia continua dependendo do uso de termelétricas para suprir a demanda, especialmente em horários críticos.
Impacto das bandeiras tarifárias na conta de luz
Desde 2015, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos reais da geração de energia no país. Composto por um código de cores — verde, amarela e vermelha (patamares 1 e 2) —, ele informa o consumidor sobre as condições econômicas e hidrológicas que afetam a geração.
A bandeira verde não acarreta custos extras, enquanto a amarela e a vermelha introduzem taxas adicionais por 100 kWh consumidos, de acordo com a capacidade de geração.
No momento, a bandeira amarela custa R$ 18,85 por MWh, ao passo que os patamares 1 e 2 da bandeira vermelha são de R$ 44,63 e R$ 78,77 por MWh, respectivamente. Esse sistema ajuda os consumidores a controlar seu uso de energia, incentivando a economia quando os custos são mais altos.
A introdução da bandeira amarela neste mês representa a primeira aplicação da categoria para dezembro desde 2019. Isso reflete uma leve melhoria nas condições de geração, mas ainda exige cautela. A ANEEL continua monitorando as condições climáticas e de infraestrutura para ajustar as tarifas conforme necessário.





