Nos últimos dias, vídeos que circulam no TikTok têm chamado atenção para uma prática preocupante, vendedores estão sendo flagrados “adocicando” frutas, aplicando água com açúcar, melado e até adoçante industrial diretamente nos alimentos antes da venda. A tática, que busca tornar o produto mais atraente e saboroso para o consumidor, esconde um risco sério, especialmente para pessoas com diabetes ou outras restrições alimentares.
De acordo com os relatos publicados nas redes, algumas frutas, como melancias e abacaxis, têm sido borrifadas ou até injetadas com substâncias adocicadas. O problema é que o comprador não é informado, e acaba consumindo algo diferente do que acredita estar levando para casa. Especialistas em segurança alimentar alertam que a prática é irregular e pode causar reações adversas, uma vez que o produto passa a conter compostos não declarados.
O alerta ganha ainda mais relevância em meio à crise do metanol que atinge São Paulo, onde dezenas de pessoas foram intoxicadas por bebidas adulteradas. O episódio mostrou como a manipulação indevida de alimentos e bebidas pode colocar a saúde pública em risco, mesmo quando feita em pequena escala. Agora, a atenção se volta para o setor de frutas frescas, tradicionalmente visto como seguro e natural.
Autoridades de vigilância sanitária reforçam que qualquer adição de substância ao alimento deve ser informada ao consumidor, e que o uso de seringas, borrifadores com líquidos não identificados e facas banhadas de adoçante são violações das normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O consumidor deve desconfiar de frutas com brilho excessivo, aroma artificial ou sabor muito doce, e, sempre que possível, dar preferência a produtos de procedência conhecida.
Embora ainda não haja registros oficiais de intoxicações relacionadas a essas frutas, os vídeos nas redes sociais servem de alerta para um novo tipo de adulteração alimentar. Em tempos de crescente preocupação com a qualidade e segurança dos alimentos, vale redobrar a atenção, e lembrar que, mesmo na feira, a aparência nem sempre é sinônimo de saúde





