Registros recentes do cantor e compositor Chico Buarque em Cuba voltaram a repercutir nas redes sociais e reacenderam debates sobre a relação entre posicionamento político e estilo de vida.
Conhecido por defender a união da esquerda em momentos decisivos no Brasil, o artista apareceu em cenas descontraídas durante sua passagem pela ilha caribenha.
Entre música, política e momentos de lazer
Aos 81 anos, Chico esteve em Cuba para um projeto musical com o cantor Silvio Rodríguez, um dos principais nomes da música local. Amigos há décadas, os dois gravaram uma nova versão de “Sueño con Serpientes”, canção clássica que deve ser lançada em breve nas plataformas digitais.
Apesar do compromisso profissional, foram os momentos fora do estúdio que chamaram atenção. Em vídeos e imagens que circularam online, o brasileiro aparece passeando por Havana em um carro conversível antigo e interagindo com músicos nas ruas, em cenas marcadas por abraços e cantorias improvisadas.
A visita ocorre em um contexto delicado para Cuba, que enfrenta uma crise econômica e energética agravada por sanções internacionais. Pessoas próximas ao artista apontam que a viagem também teve caráter simbólico, como gesto de apoio ao país.
Chico não visitava a ilha há mais de 30 anos. Sua relação com Cuba remonta aos anos 1970, período em que participou de eventos culturais e manteve proximidade com artistas locais. Na época, o Brasil vivia sob ditadura militar, e viagens ao país eram vistas com restrições pelas autoridades.
Além da trajetória na música, o cantor tem histórico de posicionamentos políticos, incluindo a defesa da união entre diferentes correntes da esquerda no Brasil.
Dessa vez, no entanto, a repercussão foi além da arte: os registros da viagem reacenderam discussões nas redes sobre coerência entre discurso político e experiências pessoais de figuras públicas.





