Entre 2023 e 2024, cerca de 14,8 milhões de brasileiros conseguiram finalmente respirar aliviados por conta do programa Desenrola Brasil, que oferecia condições facilitadas para a quitação de dívidas, como descontos elevados e prazos de parcelamento flexíveis.
Porém, embora o Ministério da Fazenda avalie a iniciativa como bem-sucedida, os indicadores de endividamento nacional não apenas permaneceram altos, mas registraram uma trajetória de crescimento nos últimos dois anos, atingindo patamares recordes.
E conforme divulgado pelo portal g1, existem diferentes perspectivas para explicar esse efeito, tendo em vista que representantes do governo e especialistas divergem sobre a eficácia do programa.
Para o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a alta da inadimplência deriva de problemas como as oscilações da taxa Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira, e impactos da pandemia de COVID-19, que persistem até os dias atuais.
Já especialistas consultados pelo g1 não só culpam fatores como a inflação persistente, o aumento no custo de vida e a insuficiência de renda, mas também os próprios efeitos do Desenrola, descritos como “limitados e temporários”. Mesmo assim, o programa foi ressuscitado em 2026.
Desenrola 2.0: mais sobre a nova edição do programa para combater crescimento das dívidas
Iniciada recentemente, a nova edição do programa Desenrola Brasil se assemelha bastante à edição original, sobretudo nas condições que oferece para combater as dívidas.
Isso porque a medida também oferece descontos de até 90% e permite que débitos sejam parcelados em até 48 meses (4 anos) com juros limitados a 1,99% ao mês. Contudo, essas facilidades são exclusivas para famílias de menor renda.
Sendo assim, não há divisão de categorias, pois somente pessoas que recebem até cinco salários mínimos (R$ 8.105) serão atendidas na atual fase do programa, que ainda possui as seguintes características:
- Permite a renegociação de contas de cartão de crédito, cheque especial e empréstimos (CDC) contratadas até 31 de janeiro de 2026 e que estejam em atraso há mais de 90 dias;
- Obriga instituições financeiras a “desnegativarem” dívidas de até R$ 100;
- Permite o uso de até 20% (ou até R$ 1 mil) do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar ou abater o valor da dívida;
- Proíbe beneficiários de realizar apostas online em casas regulamentadas por até um ano.





