Em 27 de novembro, um vazamento de água danificou centenas de livros da coleção do departamento de antiguidades egípcias do Museu do Louvre, em Paris. Entre 300 e 400 obras foram afetadas devido a problemas nas tubulações, revelando questões críticas na infraestrutura do museu.
Estas obras, apesar de não serem classificadas como preciosas, são regularmente utilizadas por egiptólogos. O incidente ocorreu poucas semanas após um audacioso roubo de joias, no qual foram furtadas propriedades avaliadas em cerca de 102 milhões de dólares, destacando falhas significativas na segurança do local.
Problemas estruturais evidentes
A deterioração das tubulações no Louvre permitiu que a água se acumulasse e atingisse uma das três salas da biblioteca, além de escritórios adjacentes. Essa situação reflete uma deficiência contínua na gestão orçamentária do museu, que enfrenta dificuldades para alocar fundos adequados para a manutenção essencial do patrimônio.
Críticas têm sido feitas à administração atual por priorizar novas aquisições em detrimento da infraestrutura.
As condições da infraestrutura ganharam destaque em um relatório da Cour des Comptes, que apontou que investimentos adequados na modernização das instalações do Louvre são urgentes. Com o incidente mais recente, tornou-se evidente a necessidade de uma reforma abrangente que proteja o acervo valioso do museu de futuros contratempos.
Medidas imediatas e planos futuros
Após o vazamento, equipes técnicas do Louvre agiram rapidamente para conter os danos. Técnicas de secagem controlada foram empregadas para tentar minimizar a deterioração dos documentos danificados.
Desumidificadores também foram instalados para proteger o material restante de novos danos. No entanto, a extensão completa dos danos ainda está sendo avaliada.





