Um dos objetos mais monitorados pela ciência voltou ao centro das atenções.
O asteroide Bennu, com cerca de 500 metros de diâmetro, segue sendo acompanhado por agências espaciais por apresentar uma possibilidade — ainda que remota — de colisão com o planeta no futuro.
Data de risco existe, mas chance de impacto é considerada baixa
Estudos recentes indicam que a data com maior probabilidade de aproximação crítica é 24 de setembro de 2182. Segundo cálculos da NASA, a chance de impacto é de aproximadamente 1 em 2.700 — o equivalente a 0,037%. Embora o número seja baixo, ele é suficiente para manter o objeto sob observação constante.
O interesse científico em Bennu vai além do risco. A missão OSIRIS-REx coletou amostras do corpo celeste, permitindo análises detalhadas sobre sua composição e trajetória. Esses dados são fundamentais para entender como desviar asteroides em cenários futuros.
Simulações indicam que, em caso de colisão, os efeitos seriam significativos em escala global. A energia liberada poderia equivaler a dezenas de bombas nucleares, formando uma grande cratera e lançando milhões de toneladas de poeira na atmosfera. Esse material poderia bloquear parcialmente a luz solar, causando uma queda nas temperaturas e alterações no regime de chuvas por anos.
O fenômeno é conhecido como “inverno de impacto”, com potencial para afetar a produção de alimentos e os ecossistemas. Em cenários mais extremos, estudos apontam redução de até 30% na fotossíntese global nos primeiros anos após o evento.
Apesar disso, especialistas reforçam que não há motivo para alarme imediato. Impactos desse porte são raros e podem ocorrer em intervalos de dezenas ou centenas de milhares de anos. Ainda assim, o monitoramento contínuo é considerado essencial para antecipar riscos e desenvolver estratégias de defesa planetária.





