Os carros elétricos estão cada vez mais ganhando espaço no mercado mundial. Em 2025, foram vendidos cerca de 20,7 milhões de unidades, um crescimento de aproximadamente 20% em relação a 2024. Esse avanço reflete não apenas a busca por alternativas sustentáveis, mas também a queda nos custos de produção e a evolução tecnológica do setor.
Previsão da Volvo
Durante coletiva de imprensa em Estocolmo, o CEO da Volvo, Håkan Samuelsson, afirmou que os veículos elétricos devem se tornar mais baratos do que os carros a combustão em cerca de cinco anos. Segundo ele, até 2031, os elétricos estarão consolidados como opção mais acessível e competitiva.
Por que os custos de carros elétricos estão caindo
Samuelsson explicou que a principal razão para essa mudança é a redução no preço das baterias, que representam uma das partes mais caras dos veículos elétricos. A expansão das baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP), mais baratas e menos dependentes de matérias-primas críticas, deve substituir gradualmente as NMC (níquel, manganês e cobalto).
Além disso, novas técnicas industriais já estão sendo aplicadas pela Volvo, como a integração direta das células de bateria à estrutura do carro e a mega-fundição estrutural, que reduzem o número de peças e etapas de montagem, diminuindo custos de produção.
Rentabilidade e transição
O executivo destacou que, diferente de outras montadoras, a Volvo já consegue vender carros elétricos com lucro, mesmo que as margens ainda sejam menores se comparado aos veículos a combustão. A meta da empresa é se tornar uma marca 100% elétrica até 2030, em uma transição gradual para equilibrar rentabilidade e adaptação dos mercados.
Apesar da queda de 68% no lucro operacional no quarto trimestre de 2025, Samuelsson afirmou que a companhia já executa um plano de reestruturação para reduzir custos e manter fluxo de caixa positivo.





