Uma possível mudança no auxílio-alimentação para trabalhadores do poder público pode entrar em voga em breve. Embora ainda não haja confirmação oficial, tudo indica que o benefício pode passar a ser de R$ 1.350 mensais, um valor consideravelmente acima do que era previsto anteriormente.
Mas por que a medida ainda não foi oficialmente divulgada? A resposta está em negociações delicadas entre o governo federal e entidades que representam os funcionários públicos.
Servidores relutaram contra valor inicial de 1.175
Nas últimas semanas, o principal ponto de discussão tem sido justamente o reajuste do auxílio-alimentação, atualmente fixado em R$ 1.000. Na última quarta-feira (22), o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) apresentou uma proposta de aumento de 17,5%, o que elevaria o benefício para R$ 1.175. No entanto, a oferta foi rejeitada pelos servidores, que argumentam que o valor não acompanha o custo de vida e a inflação.
Em resposta, as entidades representativas enviaram uma contraproposta mais ousada, pedindo um reajuste de 35% — o dobro do percentual sugerido pelo governo.
Caso seja aceito, o auxílio-alimentação passaria para R$ 1.350 mensais. O Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), que coordena parte das negociações, considera o pedido “bastante razoável” e afirma que ele servirá como um teste à disposição do governo em avançar nas negociações.
O MGI, por sua vez, reforça que o reajuste de 17,5% representa um esforço compatível com as limitações orçamentárias do país. Em nota, o ministério afirmou que mantém o compromisso de melhorar as condições de vida e trabalho dos servidores, sem comprometer a responsabilidade fiscal.
Se aprovado, o aumento no auxílio-alimentação representará uma vitória significativa para os trabalhadores.





