Entre o fim de janeiro e boa parte de fevereiro, uma chuva de meteoros pouco conhecida promete riscar o céu do Hemisfério Sul e transformar madrugadas comuns em momentos de contemplação rara.
Trata-se da chuva de meteoros Alfa Centaurídeos, ativa entre os dias 31 de janeiro e 20 de fevereiro, com pico previsto para a madrugada de 8 de fevereiro. Embora não seja uma das chuvas mais intensas do calendário astronômico, o fenômeno chama atenção por ocorrer em uma região privilegiada do céu e, ocasionalmente, surpreender com surtos acima da média.
Quando e como observar os meteoros caindo
No auge da atividade, os Alfa Centaurídeos podem produzir até seis estrelas cadentes por hora. Em anos específicos, esse número já chegou a saltar para 20 ou até 30 meteoros em curtos períodos. Em 2026, a Lua estará cerca de 63% iluminada, o que pode atrapalhar um pouco a observação — mas nada que inviabilize o espetáculo, especialmente após a meia-noite, quando o brilho lunar diminui.
O radiante da chuva fica na constelação de Centaurus, próxima à estrela Alpha Centauri, uma das mais brilhantes do céu e a mais próxima do Sistema Solar. Por estar quase circumpolar no Hemisfério Sul, a chuva pode ser observada do Brasil inteiro, além da Austrália, Nova Zelândia e grande parte da América do Sul.
Para aumentar as chances de ver os meteoros, a recomendação é buscar um local escuro, longe da iluminação urbana, e olhar para o céu na direção sul durante a madrugada. Não é necessário telescópio ou binóculo: as estrelas cadentes podem surgir em qualquer parte do céu.
As chuvas de meteoros acontecem quando a Terra cruza trilhas de poeira deixadas por cometas ou asteroides. Ao entrar na atmosfera, esses pequenos fragmentos se incineram, criando os riscos luminosos que fascinam observadores há séculos.





