O Banco Central (BC) divulgou recentemente um dado alarmante sobre a quantidade de cartões de créditos emitidos no Brasil. Segundo a instituição, o país já conta com mais cartões ativos do que habiltantes. Além disso, o órgão demonstrou preocupação em relação ao aumento da utilização de modalidades de causam dívidas com juros. Entre elas estão o parcelamento de faturas e o cartão rotativo.
Os dados mostram que o país chegou a mais de 220 milhões de cartões de crédito em funcionamento, enquanto a população gira em torno de 213 milhões de pessoas.
Crescimento do crédito muda comportamento financeiro
O avanço do cartão de crédito nos últimos anos foi significativo. Em pouco mais de uma década, a quantidade de cartões ativos praticamente triplicou, impulsionada pela expansão bancária e pela entrada de milhões de novos usuários no sistema financeiro.
Esse movimento também aparece no volume de dinheiro movimentado. Apenas no último trimestre de 2024, as transações com cartão somaram cerca de R$ 729 bilhões, mais que o dobro do registrado no fim de 2020, segundo o Relatório de Cidadania Financeira 2025.
O dado indica que o cartão deixou de ser um instrumento complementar e passou a ocupar papel central no consumo das famílias brasileiras.
Cenário atual
Os dados mostrando que o Brasil tem mais cartões do que habitantes, servem como base para uma afirmação: o país entrou em uma fase de alta dependência do crédito. Dessa maneira, é possíveltraçar um raciocínio lógico no qual diz que mais acesso ao crédito, gera maior consumo, que por sua vez implica no aumento do uso do cartão. Nessa sequência, pode vir o uso excessivo, resultando no crescimento do endividamento.
Esse ciclo explica o alerta do Banco Central. O cartão de crédito continua sendo uma ferramenta importante, mas, sem controle, passa a operar como um dos principais fatores de pressão sobre a saúde financeira das famílias brasileiras.





