Bebidas vistas como alternativas “mais saudáveis” têm ocupado cada vez mais espaço na rotina de quem busca reduzir açúcar e calorias. No entanto, novas evidências científicas indicam que essa escolha pode não ser tão inofensiva quanto parece.
Um estudo publicado na revista Stroke chamou a atenção ao apontar que o consumo diário de refrigerante diet está associado a um risco quase três vezes maior de acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico e também a uma maior probabilidade de desenvolvimento de demência, incluindo o Alzheimer.
O que dizem as pesquisas sobre bebidas dietéticas
A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade de Boston e analisou dados de cerca de 4 mil participantes do tradicional Framingham Heart Study. Os voluntários foram divididos por faixa etária e acompanhados por até 10 anos, com base em questionários sobre hábitos alimentares.
Os resultados mostraram que pessoas que consumiam pelo menos uma lata de refrigerante diet por dia tinham 2,96 vezes mais chances de sofrer um AVC isquêmico e 2,89 vezes mais risco de desenvolver demência, quando comparadas àquelas que ingeriam esse tipo de bebida menos de uma vez por semana.
Os autores destacam, porém, que o estudo identifica uma associação, e não uma relação direta de causa e efeito. Isso significa que não é possível afirmar que o adoçante artificial seja o responsável direto pelos problemas.
Curiosamente, as versões adoçadas com açúcar não apresentaram a mesma ligação com AVC e demência neste levantamento específico. Ainda assim, especialistas reforçam que bebidas açucaradas já são amplamente relacionadas a outros problemas metabólicos.
Outras pesquisas também associam refrigerantes diet a maior risco de doenças hepáticas e alterações no metabolismo da glicose. Por isso, nutricionistas recomendam moderação no consumo e sugerem priorizar água, chás sem açúcar e sucos naturais em pequenas quantidades.
Especialistas defendem informação, moderação e escolhas conscientes diárias.





