A Blue Origin, empresa aeroespacial fundada por Jeff Bezos, realizou mais um voo tripulado de sucesso com o foguete New Shepard, decolando do deserto do Texas às 10h40 (horário de Brasília).
A missão, chamada NS-36, contou com seis passageiros: Jeff Elgin, Danna Karagussova, Clint Kelly III, Aaron Newman, Vitalii Ostrovsky e o renomado jornalista Will Lewis, cuja identidade foi mantida em segredo até o final da viagem — o que despertou grande curiosidade entre os fãs da exploração espacial.
Como funciona o turismo espacial da Blue Origin
Com esse lançamento, a empresa alcançou a marca de 80 pessoas levadas além da Linha de Kármán, limite internacional que define o início do espaço, a 100 km de altitude.
O foguete, composto por dois estágios — o propulsor e a cápsula de passageiros —, foi lançado do Launch Site One, no oeste do Texas. A separação entre os estágios ocorreu pouco mais de dois minutos após a decolagem, e a cápsula pousou com segurança dez minutos depois, às 10h50.
Os voos da Blue Origin são suborbitais, ou seja, não entram em órbita da Terra. Durante cerca de 11 minutos de duração total, os passageiros experimentam quatro minutos de gravidade zero, flutuando dentro da cápsula e observando a curvatura da Terra de uma altitude impressionante.
A experiência, descrita por muitos como transformadora, tem atraído milionários e entusiastas dispostos a pagar entre US$ 250 mil e US$ 300 mil (cerca de R$ 1,5 milhão) por um assento.
Desde seu primeiro voo tripulado, em julho de 2021, que levou o próprio Jeff Bezos ao espaço, a Blue Origin vem consolidando sua posição como uma das líderes no turismo espacial, oferecendo uma combinação de aventura tecnológica, exclusividade e a rara oportunidade de ver o planeta azul do lado de fora da atmosfera.





