A grande febre do momento é o tradicional álbum da Copa do Mundo e empresários não perdem a chance de tentar faturar em meio a corrida por figurinhas e cromos raros, comprados assiduamente por quem quer completar o álbum até a Copa.
Um desses casos é o do empresário Carlos Rogério, de 54 anos, que opera três máquinas de vending machines de figurinhas instaladas em shoppings e lojas de conveniência no ABC Paulista. Segundo ele, apenas uma das vending machines chega a vender até mil pacotes de figurinhas por dia em finais de semana e feriados. As informações foram reveladas em entrevista à Pequenas Empresas & Grandes Negócios.
Máquinas viram ponto de encontro de colecionadores
Com cada envelope custando R$ 7, uma única máquina pode gerar faturamento diário próximo de R$ 7 mil apenas com a venda dos pacotinhos. O empresário ainda possui outros equipamentos espalhados por shoppings, padarias e pontos comerciais da região. As vending machines estão instaladas em locais como o Shopping ABC, Shopping Metrópole e São Bernardo Plaza.
Segundo Rogério, o modelo ganhou força porque permite vendas sem filas e sem depender do horário de funcionamento das lojas físicas.
Outro fator que impulsiona as vendas são as chamadas “figurinhas lendárias”, cromos raros que se tornaram alvo dos colecionadores. A busca pelos itens especiais faz muitos consumidores comprarem grandes quantidades de pacotes.
O empresário projeta crescimento de cerca de 20% no faturamento em comparação com a Copa de 2022. A expectativa acompanha o reajuste dos preços e o aumento no número de figurinhas por envelope.
A operação também funciona em sistema colaborativo entre distribuidores e jornaleiros para evitar falta de estoque durante os períodos de maior procura. Para 2027, com a Copa do Mundo Feminina no Brasil, a expectativa é expandir ainda mais o modelo automatizado de vendas.





