Trabalhadores brasileiros que receberam, em média, até R$ 2.766 por mês em 2024 podem ter direito a um dinheiro extra em 2026. Trata-se do abono salarial do PIS/Pasep, benefício pago pelo Governo Federal e aguardado todos os anos por milhões de pessoas. Os depósitos já começaram para quem nasceu em janeiro, mas nem todos os habilitados conseguiram ver o valor liberado.
Segundo dados oficiais, cerca de 30% dos pagamentos enfrentam algum tipo de bloqueio inicial. Um dos principais motivos está no novo limite de renda, reajustado com base na inflação medida pelo INPC. Para o calendário de 2026, o teto foi fixado em R$ 2.766.
Salário: Por que o dinheiro pode não aparecer na conta
Caso horas extras, comissões ou bônus tenham elevado a média salarial acima desse valor em 2024, o sistema automaticamente considera o trabalhador fora das regras.
Outra causa comum é erro no envio de informações por parte das empresas. Falhas no preenchimento do eSocial ou da RAIS, como vínculo incompleto ou número do PIS incorreto, fazem com que o benefício apareça como “não habilitado” ou “vínculo não localizado”.
Quem estiver nessa situação deve, primeiro, consultar a Carteira de Trabalho Digital, na aba “Abono Salarial”, onde o sistema informa o motivo exato do bloqueio. Se o problema for cadastral, é necessário procurar o setor de RH da empresa onde trabalhou em 2024 para solicitar a correção dos dados. Persistindo a falha, o trabalhador pode buscar orientação pelo telefone 158 ou registrar solicitação junto ao Ministério do Trabalho.
O valor do abono é proporcional ao tempo trabalhado em 2024. Com o salário mínimo fixado em R$ 1.518, cada mês equivale a R$ 126,50, podendo chegar ao total de R$ 1.518 para quem trabalhou o ano inteiro.
Trabalhadores da iniciativa privada recebem pela Caixa Econômica Federal, enquanto servidores públicos consultam e sacam pelo Banco do Brasil.





