O consumidor brasileiro pode voltar a sentir pressão no bolso nas próximas semanas. Itens básicos da alimentação, como ovos, frango e carne suína, estão sob risco de alta devido a fatores internacionais que já impactam a cadeia produtiva no país.
De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal, o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã provocou uma reação em cadeia que começa pelo aumento do preço do petróleo. Esse movimento elevou o valor do diesel, essencial para o transporte de insumos e produtos. Com isso, os custos logísticos do setor subiram significativamente.
O frete rodoviário já registra alta de até 20%, impactando diretamente toda a cadeia, da produção à distribuição. Outro fator relevante é o encarecimento das embalagens plásticas, que dependem de derivados do petróleo. Esse tipo de material já apresenta aumento de cerca de 30%, agravando ainda mais o cenário para produtores.
Ovos, frango e carne suína devem subir
Os principais produtos afetados são proteínas amplamente consumidas no Brasil:
- Ovos
- Carne de frango
- Carne suína
Segundo o setor, esses alimentos vinham apresentando estabilidade ou até queda de preços nos últimos meses, o que favorecia o consumo. No entanto, o cenário pode mudar rapidamente com a pressão dos custos logísticos e industriais.
Mesmo com oferta equilibrada e aumento da produção, como no caso dos ovos, o impacto externo tende a se sobrepor, alterando o comportamento do mercado no curto prazo.
Demanda alta pode intensificar o impacto
Outro ponto que pode acelerar a alta é o aumento da demanda por proteínas mais acessíveis. O consumo de ovos, por exemplo, segue em crescimento no Brasil, impulsionado por mudanças nos hábitos alimentares e pelo custo mais baixo em comparação com outras carnes.
Em 2025, o consumo médio chegou a 287 unidades por pessoa, refletindo uma tendência de alta que mantém o mercado aquecido. Esse cenário, alta demanda somada ao aumento de custos, cria um ambiente propício para reajustes nos preços ao consumidor.
Impactos podem ir além dos alimentos
Especialistas alertam que o efeito da crise internacional não deve se limitar ao setor alimentício. Outros segmentos, como fertilizantes, medicamentos e eletrônicos, também podem sofrer pressão inflacionária, ampliando o impacto na economia brasileira.





