O governo federal definiu um novo cronograma para a substituição do antigo RG pela Carteira de Identidade Nacional (CIN), documento que utilizará o CPF como número único de identificação em todo o país. A medida acendeu o alerta entre milhões de brasileiros, principalmente beneficiários de programas sociais federais.
Segundo as regras divulgadas pelo governo, pessoas que recebem benefícios sociais e ainda não possuem biometria cadastrada deverão emitir a nova identidade até o fim de 2026. A partir de janeiro de 2027, a CIN será obrigatória para esse grupo.
A mudança faz parte da modernização do sistema nacional de documentos e busca reduzir fraudes, duplicidades cadastrais e inconsistências entre bancos de dados estaduais.
Quem precisará trocar o RG primeiro?
A obrigatoriedade imediata vale para beneficiários de programas sociais sem biometria registrada em sistemas oficiais. Já quem possui biometria vinculada ao título de eleitor, CNH, passaporte ou outros serviços públicos terá prazo maior. Nesse caso, a exigência passa a valer apenas em 2028.
O governo também definiu exceções temporárias para alguns grupos:
- pessoas acima de 80 anos;
- brasileiros que vivem no exterior;
- refugiados, migrantes e apátridas;
- cidadãos com dificuldade de locomoção;
- moradores de regiões de difícil acesso.
Para os demais brasileiros, o RG antigo continua válido até 28 de fevereiro de 2032.
A nova carteira traz mudanças importantes. Além do CPF como identificação única nacional, o documento terá QR Code de autenticação, versão digital integrada ao Gov.br e padrão aceito em viagens dentro do Mercosul.
Segundo o Ministério da Justiça, mais de 52 milhões de novas identidades já foram emitidas desde o início do projeto, em 2022.
Apesar do alerta, o governo orienta a população a evitar correria. A recomendação é apenas acompanhar os prazos e realizar a substituição gradualmente, principalmente porque a procura pela nova identidade deve aumentar nos próximos anos.





