Milhões de brasileiros endividados poderão contar com uma nova alternativa para reorganizar as finanças nos próximos meses. O governo federal lançou uma nova fase do programa Desenrola Brasil, iniciativa voltada à renegociação de dívidas para pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos, atualmente equivalente a R$ 8.105.
A medida foi criada por meio da Medida Provisória nº 1.335/2026 e pretende ampliar as possibilidades de recuperação financeira para consumidores inadimplentes. O programa contempla dívidas bancárias contratadas até 31 de janeiro de 2026, incluindo cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.
Para participar, os débitos precisam estar em atraso entre 90 dias e dois anos.
Programa permitirá uso do FGTS para quitar dívidas
Um dos principais diferenciais da nova etapa é a possibilidade de utilizar parte do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço para reduzir ou quitar as pendências financeiras.
Pelas regras divulgadas, o trabalhador poderá usar até 20% do saldo disponível ou até R$ 1 mil — prevalecendo o maior valor. Segundo estimativas do Ministério do Trabalho e Emprego, cerca de R$ 8,2 bilhões poderão ser movimentados nas renegociações.
O dinheiro, no entanto, não será liberado diretamente para saque. O valor ficará vinculado exclusivamente ao pagamento ou abatimento da dívida negociada.
Além disso, o programa prevê descontos que podem chegar a 90%, dependendo do tipo de débito e do tempo de inadimplência. As condições incluem juros limitados a 1,99% ao mês, prazo de até 48 parcelas e carência inicial de 35 dias para começar o pagamento.
Outra medida anunciada é a retirada do nome de consumidores negativados por dívidas de até R$ 100 dos cadastros de inadimplência, embora o débito continue existindo.
A adesão deve ser feita diretamente junto aos bancos e instituições financeiras participantes. Especialistas recomendam atenção às parcelas, juros e canais oficiais antes de fechar qualquer acordo.





