A confirmação de um caso de febre amarela em um macaco encontrado em Santo André, no ABC paulista, levou autoridades de saúde a reforçarem o alerta sobre a vacinação contra a doença. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) anunciou a ampliação da imunização na região após a identificação do vírus em um primata, considerado um importante indicador da circulação da doença em áreas silvestres.
O registro foi divulgado no boletim mais recente do Centro de Vigilância Epidemiológica. Segundo o órgão, o monitoramento de macacos ajuda a detectar precocemente a presença do vírus antes do aparecimento de casos em humanos.
Entre março e abril deste ano, São Paulo confirmou nove casos de febre amarela em pessoas. Oito ocorreram na região de Taubaté e um em Sorocaba. Cinco pacientes morreram. De acordo com a secretaria, nenhuma das vítimas havia sido vacinada.
Saúde reforça quem deve procurar vacinação
Em Santo André, a imunização passou a ser recomendada para moradores a partir de seis meses de idade. Crianças entre 6 e 8 meses podem receber a chamada “dose zero”, enquanto idosos, gestantes e lactantes precisam de avaliação médica antes da aplicação.
A recomendação também foi estendida para São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. Nessas cidades, devem procurar os postos pessoas acima de 9 meses que ainda não receberam a vacina ou estejam com o esquema incompleto.
A febre amarela é transmitida exclusivamente por mosquitos infectados. Apesar de serem hospedeiros do vírus no ciclo silvestre, os macacos não transmitem a doença aos humanos.
Os principais sintomas incluem febre alta, dor no corpo, náuseas, vômitos e fraqueza. Em casos graves, a doença pode causar hemorragias, insuficiência de órgãos e levar à morte.





