Em meio ao cenário pré-eleitoral, o senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria criado ou aumentado 38 tributos desde o início do atual mandato.
A informação foi analisada por especialistas. O levantamento realizado pela colunista Maria Carolina Gontijo, conhecida como “Duquesa de Tax”, indica que cerca de 30 medidas tributárias foram implementadas ou alteradas entre 2023 e 2025. Essas mudanças incluem criação de novas cobranças, revisão de alíquotas e retomada de impostos que haviam sido reduzidos ou suspensos.
O que mudou na prática na cobrança de impostos
Entre as principais medidas adotadas desde 2023 estão a retomada do PIS/Cofins sobre combustíveis, alterações na tributação de fundos exclusivos e investimentos no exterior, além da criação de regras para apostas esportivas online, as chamadas “bets”.
Outro ponto que gerou grande repercussão foi a taxação de compras internacionais de até US$ 50, apelidada popularmente de “taxa das blusinhas”, que passou a aplicar uma cobrança sobre produtos importados adquiridos em plataformas estrangeiras.
Também foram registradas mudanças em tributos como IOF, IPI, IRPJ e CSLL, além de ajustes em incentivos fiscais e na desoneração da folha de pagamento de alguns setores da economia.
Segundo o governo, essas iniciativas fazem parte de um esforço para reorganizar o sistema tributário e ampliar receitas públicas. Já críticos argumentam que o conjunto de medidas pode aumentar a carga tributária em diferentes setores.
A especialista ainda destaca que nem todas as mudanças significam a criação de novos impostos. Em muitos casos, tratam-se de reversões de benefícios fiscais ou alterações em regras existentes, o que ajuda a explicar por que diferentes levantamentos chegam a números variados sobre o total de tributos modificados.
Informações: Estadão/CNN





