No final de 2025, o Banco do Brasil (BB) enfrentou um grande desafio devido à inadimplência de uma empresa do setor atacadista, que deu um calote de R$ 3,6 bilhões no banco.
Este evento significativo elevou o índice de inadimplência do BB para 5,17%, em comparação aos 4,51% do trimestre anterior e 3,16% de um ano antes. A situação destacou vulnerabilidades da carteira de crédito do banco e gerou preocupação no mercado financeiro.
O calote causou surpresa em clientes, visto que empresas de grande porte costumam honrar suas dívidas.
Efeito sobre a inadimplência geral
O caso específico contribuiu para um salto notável na inadimplência acima de 90 dias no Banco do Brasil. Sem este evento isolado, o índice de inadimplência seria de 4,88%, apontando para um desafio restrito, mas profundamente impactante.
A instituição enfatizou que, apesar da particularidade do caso, o reflexo foi sentido em todo o setor financeiro.
Desempenho financeiro e lucro de 2025
Em 2025, o BB registrou um lucro líquido de R$ 20,7 bilhões, dentro do intervalo previsto, mas com uma queda de 45,4% em relação a 2024. Este declínio foi atribuído principalmente ao aumento da inadimplência e à revisão das expectativas de lucro.
Além disso, o banco aumentou suas provisões para devedores duvidosos para R$ 17,9 bilhões, o dobro do ano anterior, medida considerada essencial para enfrentar os riscos identificados.
Projeções otimistas para 2026
O Banco do Brasil traçou projeções positivas para 2026, esperando um lucro líquido ajustado entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões. O planejamento inclui um custo de crédito projetado entre R$ 53 bilhões e R$ 58 bilhões.
Estas iniciativas indicam o esforço do BB para ajustar suas estratégias financeiras, reforçar a estabilidade e retomar a rentabilidade.
O calote bilionário que a empresa do setor atacadista deu no banco afetou não só o mesmo, mas também impactou a confiança do mercado financeiro.





