O Carnaval de Salvador sempre foi um território onde música, espetáculo e marketing caminham lado a lado. Mas poucos artistas conseguem transformar cada detalhe da própria imagem em negócio como Bell Marques.
Cantor, empresário e líder histórico do Chiclete com Banana, ele construiu ao longo de décadas uma marca pessoal tão valiosa que até um gesto simples — raspar a barba — virou manchete, música e ação milionária.
30 anos sem fazer a barba: Bell cobrou caro para raspar em pleno carnaval
Segundo informações do jornal O Globo, o faturamento total de Bell Marques durante o Carnaval chega a cifras próximas de R$ 10 milhões, resultado da soma entre venda de abadás, cachês de apresentações e contratos publicitários.
Um desses acordos, em especial, entrou para o folclore do marketing musical brasileiro: o cantor recebeu cerca de R$ 2 milhões para raspar a barba durante a folia, em uma ação patrocinada pela Gillette.
À época, Bell cultivava a barba havia cerca de 30 anos, o que transformou a mudança visual em um verdadeiro evento. A ação foi pensada para promover um barbeador voltado a peles sensíveis e ganhou contornos ainda mais populares ao ser realizada em cima do trio elétrico, no auge do Carnaval.
Como parte da campanha, o Chiclete com Banana lançou a música “Tá Lisinho”, cujo refrão chiclete — literalmente — citava a marca e reforçava o novo visual do artista.
Mesmo sem abrir mão da tradicional bandana, outro símbolo de sua imagem, Bell mostrou que sua força vai além da música. Aos 72 anos, ele ainda mantém o ritmo de mais 40 horas de apresentações, inúmeros blocos comandados e participações em camarotes badalados.
No Carnaval da Bahia, Bell Marques provou que tudo o que ele toca — até o rosto — vira ouro.





