No sábado, 11, a China finalizou a criação do primeiro módulo de um super foguete que pode ser reutilizável. Ele é projetado para pousar após o lançamento e, depois, ser utilizados para outras missões, reduzindo drasticamente os custos desse tipo de operação.
Essa nova tecnologia para a exploração espacial é considerada estratégica, pois apresenta capacidade de ampliar a competitividade no setor. A proposta rompe com o modelo tradicional, no qual foguetes são descartados após um único uso.
Reutilização é a chave para baratear o espaço
O principal objetivo da iniciativa chinesa é tornar os lançamentos mais baratos e frequentes. Hoje, boa parte do custo de uma missão espacial está concentrada justamente na construção do foguete, que, após cumprir sua função, é destruído ou descartado.
Com a reutilização, esse cenário muda completamente. A ideia é que o primeiro estágio do foguete retorne de forma controlada, seja em terra firme ou no mar, para ser preparado para novos voos.
Esse conceito já é explorado por empresas privadas em outros países, mas a China busca acelerar seu próprio desenvolvimento para não depender de tecnologias externas.
Sobre o novo equipamento
Desenvolvido pela Academia Chinesa de Tecnologia de Veículos de Lançamento, o foguete conta com cinco metros de diâmetro. Além disso, 60% do módulo é feito por meio da união de materiais diferentes, os quais geram um material superior, com destaque para o menor peso, maior durabilidade e resistência.
Vale destacar ainda que o foguete foi desenvolvido para ter a capacidade de suportar até 1.000 toneladas. A produção do item foi concluída em sete meses em meio a desafios técnicos que envolveram as estruturas que passaram pelo processo de união. Para validar a aplicação prática, a instituição deve fazer testes de recuperação de um modelo de foguete reutilizável nos próximos meses.





