A jornada de trabalho no Brasil costuma estar sempre em debate. Inclusive, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, já defendeu que a carga horária fosse reduzida de 44 horas para 40 horas, com dois dias de folga na semana e sem redução de salário, algo apoiado por muitos brasileiros. Mas, apesar de diversas pessoas acharem que o tempo de serviço semanal em território nacional é muito grande, a nossa vizinha, Argentina, conta com um carga ainda maior: 48 horas semanais.
A Argentina está entre os países com maior limite formal na região. Esse patamar, herdado de uma legislação mais antiga, contrasta com movimentos recentes em outros países latino-americanos que caminham para reduzir o tempo de trabalho, como é o caso do Brasil, citado acima.
Além disso, propostas de flexibilização das regras trabalhistas ganharam força no país, ampliando o debate sobre jornadas mais longas e maior liberdade para empregadores e trabalhadores negociarem horários,podendo chegar a uma jornada de 12 horas. Em alguns casos, essas mudanças podem permitir variações mais amplas na distribuição das horas trabalhadas ao longo da semana.
Debate sobre redução da jornada de trabalho ganha força em outros países na América
Vale destacar que o cenário vivido na Argentina contrasta bastante com o de outros países na América. A discussão sobre a redução da jornada de trabalho tem avançado entre os latino-americanos. Propostas para adoção de semanas de 40 horas, ou até menos, estão em pauta, impulsionadas por estudos que associam jornadas mais curtas a ganhos de produtividade e qualidade de vida.
No Chile, por exemplo, em 2023, o Congresso Nacional do Chile aprovou a Lei 21.561 que reduziu de maneira progressiva a jornada semanal de trabalho de 45 para 40 horas.
A comparação entre os dois países evidencia um cenário heterogêneo na região: enquanto o Brasil discute trabalhar menos, a Argentina ainda convive com um limite legal mais amplo.





