A tradicional chuva de meteoros Líridas terá seu pico na madrugada do dia 22 de abril e poderá ser observada em todo o Brasil, desde que as condições climáticas sejam favoráveis. A chuva deve ser vista em um local escuro, pois até a luz da Lua pode atralhar sua visualização. O fenômeno é um dos mais antigos já registrados pela humanidade e promete riscar o céu com dezenas de “estrelas cadentes”.
O que diz a NASA sobre a chuva de meteoros Líridas
Segundo a NASA, a chuva de meteoros Líridas é um fenômeno anual caracterizado por meteoros rápidos e brilhantes, com uma taxa média de cerca de 10 a 20 meteoros por hora no pico. Em alguns anos, no entanto, podem ocorrer explosões mais intensas, com até 100 meteoros por hora.
O fenômeno acontece quando a Terra atravessa detritos deixados pelo cometa C/1861 G1 Thatcher, fazendo com que essas partículas entrem na atmosfera e se incendeiem, gerando os rastros luminosos no céu.
A agência também destaca que as Líridas não costumam deixar rastros longos e persistentes, mas podem produzir “fireballs” (bolas de fogo), meteoros mais intensos e brilhantes que se destacam durante a observação.
Além disso, a NASA orienta que a melhor forma de observar o fenômeno é em locais escuros, longe da iluminação urbana, preferencialmente durante a madrugada, quando o céu está mais escuro e favorece a visualização.
Curiosidades sobre a chuva de meteoros Líridas
A chuva de meteoros Líridas é considerada uma das mais antigas já registradas pela humanidade. Relatos históricos indicam que o fenômeno foi observado pela primeira vez na China por volta de 687 a.C., quando cronistas descreveram meteoros “caindo como chuva”.
Outro ponto curioso é que, embora normalmente apresente uma taxa moderada de meteoros, as Líridas já protagonizaram verdadeiras “tempestades”. Em 1803, nos Estados Unidos, houve um registro de até centenas de meteoros por hora, surpreendendo observadores da época.
O nome “Líridas” vem da constelação de Lira, onde está localizado o chamado radiante, ponto no céu de onde os meteoros parecem surgir. Apesar disso, não é necessário olhar diretamente para a constelação para ver o fenômeno, já que os rastros podem aparecer em diversas partes do céu.





