A cidade de Guarapari, conhecida por atrair turistas, principalmente de Minas Gerais, vai implementar uma nova taxa para controlar o tráfego de veículos turísticos. A partir de dezembro de 2025, todos os ônibus, micro-ônibus e vans de turismo que utilizarem a Rodoviária Municipal para embarque e desembarque terão de pagar uma taxa de R$ 8,50 por trecho, totalizando R$ 17,00 por passageiro.
Essa medida afeta exclusivamente os veículos operando nos terminais localizados às margens da BR-101.
Impacto
Essa iniciativa busca organizar a circulação urbana durante a alta temporada, quando a cidade recebe milhares de visitantes. A Rodoviária Municipal pretende gerenciar o fluxo de turistas de forma eficaz e melhorar a infraestrutura local.
A tarifa, já praticada nos ônibus intermunicipais, será expandida para cobrir a manutenção da estrutura da rodoviária. Contudo, a decisão enfrenta resistência. Sindicatos mineiros estão preparando ações judiciais para inviabilizar a cobrança, que consideram elevada e prejudicial ao turista, que também precisará custear transporte na cidade.
Desafios jurídicos
Sindicatos em Minas Gerais preparam ações legais para bloquear essa taxa. Eles argumentam que a tarifa de R$ 17 é excessiva, considerando os custos adicionais que os turistas enfrentarão com o transporte interno.
Durante o verão, mais de 4 mil ônibus mineiros visitam Guarapari. Com a proibição de circulação desses veículos no centro, os turistas terão que utilizar outros meios de transporte, aumentando seus gastos.
Guarapari junta-se a outras cidades turísticas no Brasil que adotam taxas para turistas. Porto Seguro, na Bahia, planeja cobrar uma Taxa de Preservação Ambiental a partir de 2026. Em Campos do Jordão, o valor cobrado é significativamente maior, chegando a R$ 246 por ônibus.





