O Pantanal, bioma brasileiro, enfrenta um desafio crescente devido às mudanças climáticas. Dados do MapBiomas indicam que, nos últimos 40 anos, o Pantanal registrou um aumento acumulado de 1,9°C, sendo 0,47°C por década. Em 2024, a temperatura ficou 1,8°C acima da média histórica, superando os limites do Acordo de Paris.
Desde 1985, o aquecimento impacta significativamente o Pantanal e a Amazônia, onde também se observa um aumento de 1,5°C. Esse quadro gera eventos extremos, como a redução de 314 mm na precipitação da Bacia do Alto Paraguai em 2024, culminando em 205 dias de seca.
Desmatamento e mudanças climáticas
O desmatamento intensifica o aquecimento. Na Amazônia, 52 milhões de hectares de vegetação foram perdidos desde 1985, o que representa 13% da área original. Essa perda altera significativamente as trocas de calor com a atmosfera, resultando em temperaturas mais altas e ecossistemas enfraquecidos.
O Pantanal e a Amazônia destacam-se pelo ritmo acelerado de aquecimento em comparação a outros biomas brasileiros. Biomas como a Caatinga e Pampa têm aquecimentos menos intensos, revelando uma disparidade no impacto das mudanças climáticas.
Os dados do MapBiomas Atmosfera tornam essas informações mais acessíveis, possibilitando o monitoramento das alterações climáticas e o planejamento de intervenções. Até o momento, as informações são claras sobre o aumento da temperatura e a sua correlação com o desmatamento.





