Um novo mapa-múndi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) está chamando atenção por apresentar o planeta de uma forma pouco convencional — e mais próxima da realidade, segundo especialistas. Batizado de “Riqueza de Espécies 2025”, o material reúne dados sobre biodiversidade global e propõe uma leitura diferente do mundo ao colocar o Brasil no centro da representação.
A principal mudança está na forma como o mapa foi construído. Ao contrário dos modelos tradicionais, que colocam o hemisfério Norte no topo, a nova versão inverte essa lógica e reposiciona os continentes. Isso significa que países do Sul global, como o Brasil, ganham mais destaque visual.
Método utilizado para novo mapa é considerado mais fiel do que o usado para mapas tradicionais
Além disso, o mapa utiliza a projeção Equal Earth, um modelo cartográfico que busca representar os territórios com proporções mais fiéis. Diferente da projeção de Mercator — bastante comum em livros e salas de aula —, essa técnica evita distorções que aumentam áreas próximas aos polos e reduzem regiões tropicais.
Outro ponto central do estudo é o indicador de “riqueza de espécies”. Ele estima quantas espécies de animais — como aves, mamíferos, répteis, anfíbios, peixes de água doce e crustáceos — podem existir em áreas específicas do planeta, com base em recortes de 100 km². O resultado evidencia regiões com alta biodiversidade, como a Amazônia.
Segundo o IBGE, a proposta não é apenas técnica, mas também educativa. A ideia é estimular uma nova forma de enxergar o mundo, destacando a importância ambiental de países tropicais e ampliando o debate sobre conservação.
O lançamento faz parte das comemorações de 90 anos do instituto e reforça o papel da ciência na produção de informações acessíveis ao público — inclusive quando o assunto é entender melhor o planeta em que vivemos.





