O home-office se tornou extremamente popular após a pandemia. O conforto, a praticidade e o tempo economizados ao trabalhar de casa são fatores que fazem muitos trabalhadores sofrerem com o retorno de atividades presenciais.
Uma pesquisa da WeWork, empresa global especializada em espaços de coworking, divulgada nesta semana, aponta que 63% dos profissionais no país atuam hoje totalmente de forma presencial — e, para muitos, isso tem impactado diretamente a qualidade de vida.
O levantamento “A Experiência Laboral 2026 no Brasil”, realizado em parceria com a Offerwise com 2,5 mil trabalhadores, mostra que 79% dos entrevistados enxergam a ida diária ao escritório como uma obrigação imposta pelas empresas, e não como uma escolha pessoal.
Deslocamento e desgaste aparecem como principais queixas
Segundo o estudo, o maior problema do modelo presencial é o tempo gasto no trânsito. Cerca de 65% dos profissionais afirmam que o deslocamento diário é o principal fator de desgaste da rotina. Já 53% relatam aumento nos gastos com transporte, alimentação e outras despesas ligadas ao trabalho fora de casa.
A pesquisa também identificou insatisfação com os próprios ambientes corporativos. Entre as reclamações mais frequentes estão escritórios barulhentos, citados por 57% dos entrevistados, e a ausência de espaços de descanso, mencionada por 53%.
Apesar disso, o presencial ainda é visto como importante para integração entre equipes. Para 55% dos profissionais, estar fisicamente no escritório fortalece relações de trabalho e melhora a comunicação.
O estudo indica, no entanto, que o modelo rígido perdeu força após a pandemia. Apenas 42% dos entrevistados afirmaram que escolheriam trabalhar presencialmente todos os dias caso pudessem decidir livremente.
A busca por equilíbrio também ganhou peso. Segundo a pesquisa, 64% dos trabalhadores aceitariam até ganhar menos para ter melhor qualidade de vida, enquanto 93% consideram essencial manter equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.





