Em setembro de 2018, a Coca-Cola informou que avaliava a possibilidade de ingressar no mercado de bebidas com infusão derivada de cannabis, segmento então em expansão na América do Norte. A manifestação ocorreu após a Bloomberg divulgar que a empresa mantinha conversas preliminares com a Aurora Cannabis Inc., produtora licenciada sediada em Edmonton, no Canadá.
De acordo com as informações divulgadas à época, o produto em estudo conteria canabidiol (CBD), um dos compostos presentes na planta Cannabis. Diferentemente do tetrahidrocanabinol (THC), o CBD não possui efeito psicoativo e, por essa razão, é autorizado em diversas jurisdições.
As companhias ressaltaram, em comunicados separados, que analisavam oportunidades relacionadas a infusões com canabidiol, mas não apresentaram detalhes adicionais nem confirmaram qualquer acordo formal.
Estratégia apontada
A iniciativa foi apresentada como parte de uma estratégia mais ampla de diversificação do portfólio da Coca-Cola. Naquele mesmo ano, a empresa anunciou o lançamento, no Japão, de sua primeira bebida alcoólica.
Também formalizou parceria com a Bodyarmor, fabricante de bebidas esportivas que tinha entre seus acionistas o ex-jogador de basquete Kobe Bryant, tornando-se acionista minoritária da companhia.
Segundo a Bloomberg, não havia garantias de que as negociações com a Aurora resultariam em uma operação concreta. Ainda assim, após a divulgação da notícia, as ações da empresa canadense registraram alta de 22%. Os papéis da Coca-Cola também avançaram em Nova York, embora em menor intensidade, em meio a preocupações paralelas relacionadas a tarifas comerciais.
O interesse corporativo pelo setor de cannabis crescia à medida que o Canadá e estados norte-americanos, como a Califórnia, avançavam na legalização do uso recreativo. Em 17 de outubro de 2018, o Canadá autorizou oficialmente esse consumo em âmbito nacional. Apesar disso, companhias dos Estados Unidos mantinham postura cautelosa, considerando que a legislação federal norte-americana continuava proibindo a substância.
Até fevereiro de 2026, não houve confirmação oficial sobre o desenvolvimento do produto mencionado, tampouco lançamento comercial ou divulgação do sabor da eventual bebida.





