Nos aeroportos do mundo todo, a cena se repete, esteiras tomadas por malas pretas, azul-marinho e cinzas. Essas cores sóbrias são as favoritas de muitos viajantes, sobretudo os que viajam a trabalho, por transmitirem discrição e exigirem menos manutenção contra sujeira. Mas essa preferência quase unânime vem gerando um problema cada vez maior para as companhias aéreas.
A empresa low cost Ryanair, uma das maiores da Europa, decidiu alertar publicamente os seus passageiros. Em comunicado, a companhia destacou que malas nessas cores são facilmente confundidas na esteira, já que parecem praticamente idênticas. Isso pode levar a enganos, como quando um passageiro, cansado após o voo, leva a bagagem de outra pessoa, e até facilitar furtos.
“Facilite a localização da sua bagagem despachada na esteira, especialmente se ela for preta, azul-marinho ou cinza (como 99,9% da população)”, aconselhou a Ryanair.
A recomendação da companhia é simples: optar por cores chamativas, como amarelo, rosa ou roxo, ou, pelo menos, personalizar a mala com uma fita, etiqueta ou alça colorida. Dessa forma, o passageiro evita dores de cabeça, economiza tempo e reduz o risco de perder a bagagem.
O alerta não é por acaso. O extravio de malas gera transtornos para os viajantes e custos significativos para as empresas, além de prejudicar sua imagem no mercado. No fim, um simples detalhe colorido pode ser a diferença entre sair rápido do aeroporto ou enfrentar uma longa busca por uma mala perdida.





