A conta de luz vai ficar mais cara para milhões de brasileiros nos próximos dias, e o anúncio já gerou grande insatisfação entre os consumidores.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou um aumento que passa de 20% para os clientes residenciais atendidos pela CEEE-D, distribuidora responsável por cerca de 2 milhões de unidades no Rio Grande do Sul. O novo valor passa a valer em 22 de novembro, elevando a pressão sobre famílias que já enfrentam custos altos em outros serviços essenciais.
Entenda porque conta de luz vai aumentar no Rio Grande do Sul
A Aneel afirma que o reajuste reflete a soma de vários fatores que encareceram a prestação do serviço neste ano. Entre eles estão despesas com distribuição, transporte e compra de energia, além de encargos cobrados em todo o setor elétrico.
Na prática, o impacto médio para o consumidor chega a 19,53%, mas a variação muda conforme o tipo de fornecimento: para baixa tensão, o aumento fica em 21,82%, enquanto usuários de alta tensão terão reajuste de 12,36%.
A CEEE Equatorial, responsável pela operação, explicou que uma parte desses custos deveria ter sido repassada em 2024, mas acabou adiada devido às consequências econômicas e sociais provocadas por eventos climáticos no estado.
Segundo a empresa, esse atraso deixou represado um percentual de 7,32%, que será distribuído gradualmente até 2026 para evitar um impacto ainda maior em um único ano.
O reajuste ocorre dentro das regras que organizam o setor elétrico brasileiro. As tarifas passam por dois mecanismos: a Revisão Tarifária Periódica, mais ampla e realizada a cada quatro ou cinco anos, e o Reajuste Tarifário Anual, que ocorre nos demais anos e atualiza valores de acordo com índices de inflação e fatores de eficiência.
Em ambas as situações, custos como compra e transmissão de energia, além de impostos e taxas, são repassados diretamente para a conta do consumidor.





