A crise política no Santos atingiu novos níveis, trazendo à tona tensões nos bastidores do clube. Conselheiros protocolaram dois pedidos de expulsão do dirigente Daniel Alves, acusado de favorecer seus filhos nas categorias de base do Santos.
Os documentos, contendo cerca de 70 assinaturas, foram entregues a Fernando Akaoui, presidente do Conselho Deliberativo, gerando conflitos internos na administração de Marcelo Teixeira.
As controvérsias começaram quando surgiram alegações de que os filhos de Daniel Alves estavam no clube graças à influência do pai. Uma das principais reclamações dos conselheiros é que um dos garotos teria treinado com o time profissional sem autorização formal.
A defesa do dirigente, no entanto, confia em relatórios técnicos que atestam a regularidade de sua atuação, argumentando que todos os protocolos da base foram respeitados.
Além disso, Daniel Alves enfrenta acusações de ter vetado a contratação de um jogador oriundo do Vasco que já havia passado em testes. Essa decisão, vista como arbitrária, intensificou ainda mais a crise, lançando dúvidas sobre a objetividade dos processos de seleção da base do clube.
Impacto nos bastidores
A turbulência política tem afetado os bastidores do Santos, provocando reações na torcida alvinegra. Recentemente, torcedores protestaram no CT Rei Pelé, criticando a atuação da diretoria com faixas que diziam “cabide de empregos” e “ingresso caro, futebol barato”.
Apesar da situação, Daniel Alves continua a comparecer ao clube normalmente.
Marcelo Teixeira, presidente do clube, prefere aguardar o resultado das investigações conduzidas pela Comissão de Inquérito e Sindicância (CIS). Este órgão é responsável por apurar os fatos e possivelmente recomendar uma ação futura. As expectativas são de que a CIS emita um parecer detalhado, permitindo ao Conselho Deliberativo deliberar sobre o potencial afastamento de Alves.





