Bill Gates, por muitos anos conhecido como o homem mais rico dos Estados Unidos, vive um momento inédito em sua trajetória entre os bilionários. Pela primeira vez em 34 anos, o cofundador da Microsoft não aparece entre os dez primeiros colocados da Forbes 400, ranking que lista as maiores fortunas do país.
Gates ocupa agora a 14ª posição, logo atrás de Mike Bloomberg (Bloomberg LP) e uma acima de Alice Walton, herdeira do Walmart e mulher mais rica do mundo. Apesar da queda, sua fortuna permanece praticamente estável em relação ao ano passado, US$ 107 bilhões (cerca de R$ 588,5 bilhões).
Gates quer ficar mais “pobre”
Enquanto rivais da lista ampliam seus patrimônios, Gates tem o movimento contrário. Ele anunciou que pretende doar 99% da fortuna à Fundação Gates até 2045, quando completará 90 anos. Desde o último levantamento da Forbes, já repassou cerca de US$ 7 bilhões (R$ 38,5 bilhões) para a instituição.
Segundo ele, as doações ocorrerão de forma escalonada, variando de acordo com as condições do mercado. “Meu testamento é muito claro, quando eu morrer, todo esse dinheiro vai para a fundação, e eles terão que decidir o que fazer com os ativos”, afirmou à Forbes.
Divórcio e queda no ranking
A derrocada de Gates no ranking começou em 2021, mesmo ano em que se divorciou de Melinda French Gates, sua parceira por 27 anos. Na época, caiu para o 4º lugar, com patrimônio de US$ 134 bilhões. Desde então, tem sido uma queda gradativa, em 9º no ano passado e agora despencou para 14º.
Parte dessa redução veio do próprio divórcio. Melinda deixou a Fundação Gates e recebeu US$ 12,5 bilhões (R$ 68,7 bilhões) para criar sua organização filantrópica, além de ativos estimados em US$ 29 bilhões (R$ 159,5 bilhões) no acordo de separação.
O legado que pretende deixar
Mesmo menos bilionário, Gates segue com ambições enormes para o futuro da fundação, como erradicar a pólio, reduzir os impactos da malária e garantir que nenhuma mãe ou criança morra por causas evitáveis.
Esse compromisso filantrópico deve reduzir ainda mais sua fortuna nos próximos anos e, consequentemente, continuar afastando-o do topo da lista da Forbes.





