O Grupo Toky, responsável pelas marcas Tok&Stok e Mobly, entrou com pedido de recuperação judicial em meio ao agravamento da crise financeira enfrentada pelo setor de móveis e decoração no Brasil. A solicitação foi protocolada na Justiça de São Paulo e envolve uma dívida estimada em R$ 1,1 bilhão.
A medida busca impedir a execução imediata de débitos e garantir a continuidade das operações enquanto a companhia tenta negociar com credores. No processo, o grupo afirma enfrentar dificuldades provocadas pela combinação de juros elevados, crédito restrito e queda no consumo de bens duráveis, cenário que afetou diretamente as vendas e o fluxo de caixa da empresa.
O pedido também inclui medidas emergenciais para preservar o funcionamento da operação. Entre elas, a liberação de cerca de R$ 77 milhões em recebíveis de cartão de crédito atualmente retidos por uma instituição financeira.
Grupo tenta evitar colapso após fusão bilionária
Criado em 2024 após a fusão entre Mobly e Tok&Stok, o Grupo Toky surgiu com a proposta de formar uma das maiores plataformas de móveis e decoração da América Latina, integrando lojas físicas, e-commerce e operações logísticas.
Apesar da união das marcas, a empresa não conseguiu reverter o avanço do endividamento. Desde a pandemia, a Tok&Stok já havia fechado dezenas de unidades e iniciado processos de renegociação financeira, incluindo acordos bancários e aportes milionários feitos por acionistas.
No pedido enviado à Justiça, a companhia cita “risco de dano irreparável” caso serviços essenciais sejam interrompidos. O grupo tenta garantir a manutenção de operações de logística, sistemas digitais, energia elétrica e abastecimento de água durante o processo.
A recuperação judicial permite que a empresa continue funcionando enquanto apresenta um plano de reestruturação aos credores. Especialistas avaliam que o futuro do grupo dependerá da capacidade de reduzir custos, reorganizar dívidas e recuperar a confiança do consumidor em um setor ainda pressionado pela desaceleração econômica.





