A FIFA anunciou um aumento histórico nos valores destinados aos clubes que liberarem atletas para a Copa do Mundo FIFA 2026. Ao todo, serão distribuídos US$ 355 milhões — cerca de R$ 1,8 bilhão — por meio do Programa de Benefícios aos Clubes, mecanismo criado para compensar financeiramente as equipes que cedem jogadores às seleções nacionais.
O montante representa um salto de quase 70% em relação às últimas edições do Mundial. Nas Copas de 2018 e 2022, a FIFA repassou cerca de US$ 209 milhões aos clubes participantes do programa.
O modelo prevê pagamentos diários por atleta convocado, desde o período das eliminatórias até a disputa da fase final da Copa. Para 2026, a estimativa é de que cada jogador convocado gere aproximadamente US$ 11 mil por dia ao clube de origem.
Clubes brasileiros podem ampliar arrecadação com convocados
Mesmo em casos de eliminação precoce na fase de grupos, a compensação financeira pode ultrapassar US$ 250 mil por atleta. O novo formato também ampliará o alcance do programa, beneficiando não apenas equipes presentes no Mundial, mas também clubes que cederem jogadores durante as eliminatórias.
Na última edição da Copa, disputada no Catar, 440 clubes de diferentes continentes receberam valores da FIFA. Entre os brasileiros, o Clube de Regatas do Flamengo liderou a arrecadação nacional, faturando cerca de US$ 883 mil pelas convocações de seus atletas.
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou que a iniciativa busca reconhecer o papel dos clubes na formação e desenvolvimento dos jogadores que disputam o torneio.
A medida também foi celebrada pela Associação de Clubes Europeus, que participou das negociações do acordo com a FIFA. A expectativa da entidade é que a edição de 2026 movimente cifras recordes dentro e fora de campo.





