Rússia e China realizaram a primeira patrulha submarina conjunta no Pacífico durante o último mês de agosto. A operação utilizou submarinos híbridos diesel-elétricos, percorrendo águas no Mar do Japão e no Mar da China Oriental.
O objetivo foi fortalecer laços militares e exercer maior controle na região da Ásia-Pacífico, garantindo a estabilidade e protegendo interesses econômicos. Com o temor de uma possível Terceira Guerra Mundial, a movimentação revela afinidade entre as duas nações.

O submarino russo Volkhov partiu de Vladivostok e percorreu 3.200 quilômetros durante a patrulha. A cooperação entre Rússia e China simboliza um realinhamento estratégico significativo, evidenciando a intenção de ambos os países em expandir sua influência geopolítica e militar na região.
Intensificação da cooperação naval
Desde 2021, a colaboração naval entre Rússia e China tem se intensificado de forma contínua, com patrulhas conjuntas no Pacífico sendo realizadas anualmente. Este aumento na cooperação resulta de interesses comuns em segurança e estabilidade regionais, de acordo com fontes dos governos de ambos os países.
A aliança estratégica se reflete em exercícios militares frequentes, que visam consolidar a presença de Moscou e Pequim no Indo-Pacífico. A troca de tecnologias militares entre as nações acende um alerta entre potências ocidentais quanto ao potencial impacto na supremacia militar estabelecida na área submarina.
Implicações geopolíticas
A parceria militar entre Rússia e China levanta preocupações sobre possíveis desequilíbrios de poder na região. A transferência de tecnologia e o fortalecimento de capacidades militares podem permitir que a China desafie potências ocidentais, especialmente devido à sua já significativa presença naval.
As tensões no Mar da China Meridional e as disputas em torno de Taiwan intensificam a atenção do Ocidente sobre as movimentações destas duas potências.





