Trabalhadores com carteira assinada em 2024 poderão receber, em 2026, um pagamento extra que chega ao valor de um salário mínimo.
O recurso faz parte do abono salarial PIS/Pasep, benefício anual concedido pelo governo federal a empregados formais que atendem a critérios específicos. O valor máximo previsto é de R$ 1.621, conforme o salário mínimo projetado para 2026.
Pagamento será proporcional com a carteira assinada e segue novo calendário nacional
Diferentemente do que muitos imaginam, o abono não é um valor fixo para todos. O montante é calculado de forma proporcional ao número de meses trabalhados no ano-base. Cada mês equivale a 1/12 do salário mínimo vigente no ano do pagamento. Assim, quem trabalhou apenas um mês em 2024 receberá cerca de R$ 135, enquanto quem manteve vínculo formal durante todo o ano poderá acessar o valor integral.
Uma mudança relevante para 2026 é o novo calendário de liberação dos recursos. A partir de decisão do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), os pagamentos passarão a ocorrer sempre no dia 15 de cada mês. O cronograma começa em fevereiro e segue até agosto, com prazo final para saque no último dia útil do ano, conforme regras do Banco Central.
A estimativa do governo federal é de que aproximadamente 26,9 milhões de pessoas sejam beneficiadas, com um volume total de repasses que deve alcançar R$ 33,5 bilhões.
Para ter direito ao abono, é necessário ter trabalhado com carteira assinada por pelo menos 30 dias em 2024, ter recebido remuneração média de até dois salários mínimos, estar inscrito no PIS ou Pasep há no mínimo cinco anos e ter os dados corretamente informados pelo empregador.
O pagamento do PIS será feito pela Caixa Econômica Federal, enquanto o Pasep ficará sob responsabilidade do Banco do Brasil, com opções de crédito em conta, PIX ou saque presencial.





