Vivemos em uma rotina marcada pela pressa, hiperconectividade e pressão por resultados. Nesse cenário, o burnout deixou de ser exceção e virou realidade para muitos trabalhadores. A fadiga constante, a lista infinita de pendências e a autocrítica exagerada alimentam o estresse e a sensação de não ser bom o suficiente.
Para o psiquiatra Carlos Cenalmor, que já sofreu burnout e transformou sua vida após essa experiência, a chave está em criar pausas e respeitar os próprios limites. Em seu livro A Síndrome de Burnout (Vergara), ele propõe a regra 6-6-6-3, uma técnica simples que ajuda a equilibrar energia e produtividade.
Como fazer método 6-6-6-3 na prática e garantir mais descanso no trabalho:
- A cada 60 minutos, uma pausa
Depois de uma hora de trabalho, reserve cerca de 10 minutos para descansar. Levante-se, alongue, respire fundo ou mude de ambiente. Pequenas pausas evitam a sobrecarga mental.
- Trabalhe até 6 horas por dia
Embora pareça utópico, estudos mostram que tanto a produtividade quanto a saúde declinam após a sexta hora de trabalho. Se a jornada for maior, deixe tarefas mais mecânicas para o final.
- No máximo 6 dias por semana
Separar pelo menos um dia inteiro para descanso total é fundamental. Desligue notificações e permita-se viver sem preocupações profissionais nesse período.
- 3 semanas seguidas de férias ao ano
O corpo e a mente precisam de uma pausa prolongada para se recuperar. O ideal é tirar três semanas contínuas, mas, se não for possível, opte por uma semana completa a cada três meses.
Mais do que uma técnica, a regra 6-6-6-3 é um convite para reconectar com a vida fora do trabalho e resgatar o equilíbrio tão necessário em tempos de exaustão.





