Enquanto o Congresso brasileiro debate o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal para 40 horas, em parte da Europa trabalhar aos sábados e domingos continua sendo uma realidade comum para milhões de pessoas. Dados recentes do Eurostat mostram que 18,5% dos trabalhadores da União Europeia atuam regularmente nos fins de semana.
A discussão ganhou força no Brasil após a apresentação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê duas folgas semanais para trabalhadores, sem redução salarial. O texto estabelece uma transição gradual da jornada máxima de 44 para 40 horas por semana.
Na Europa, porém, os números mostram cenários bastante diferentes entre os países. A Grécia lidera o ranking continental: 41% dos trabalhadores atuam aos fins de semana. Logo atrás aparecem Bósnia e Herzegovina, Malta, Chipre e Macedônia do Norte, todos com índices acima de 30%.
Diferenças econômicas e setores explicam cenário europeu
Os menores índices de trabalho aos sábados e domingos estão concentrados no leste europeu. A Lituânia registra apenas 4% de trabalhadores em atividade nos fins de semana, seguida por Hungria e Polônia.
Segundo especialistas europeus, o avanço do setor de serviços, turismo e comércio ajuda a explicar a maior presença de jornadas aos fins de semana em países mediterrâneos. Restaurantes, hotéis, mercados e pequenas empresas costumam manter funcionamento contínuo, especialmente em regiões turísticas.
Os dados também revelam diferença importante entre empregados formais e donos de negócios. Entre empregadores e trabalhadores autônomos, quase metade trabalha nos fins de semana. Na Grécia, 75% dos independentes mantêm atividade aos sábados e domingos.
Mesmo com maior presença de jornadas aos fins de semana, isso não significa necessariamente mais horas trabalhadas. Ainda assim, a Grécia também aparece entre os países com maior carga horária semanal da União Europeia, com média próxima de 40 horas.





