A Ferrari entrou oficialmente em uma nova era ao revelar o Luce, primeiro carro totalmente elétrico da história da marca. O modelo, avaliado em cerca de R$ 3,2 milhões, chamou atenção não apenas pelo preço milionário, mas também por quebrar tradições que marcaram a fabricante italiana ao longo de décadas.
Batizado de “Luce”, palavra italiana para “luz”, o veículo representa uma das maiores transformações já feitas pela Ferrari. Pela primeira vez, a montadora desenvolveu um carro elétrico com capacidade para cinco ocupantes, além de apostar em um design futurista que dividiu opiniões entre fãs e especialistas do setor automotivo.
Ferrari aposta em tecnologia e desempenho extremo
O projeto foi criado em parceria com a LoveFrom, estúdio comandado por Jony Ive, responsável por produtos icônicos da Apple, como o iPhone. Apesar da mudança radical no conceito, o Luce mantém características tradicionais de superesportivos de luxo. O modelo utiliza quatro motores elétricos — um em cada roda — e entrega mais de 1.000 cavalos de potência.
Segundo a Ferrari, o carro acelera de 0 a 100 km/h em apenas 2,5 segundos e pode atingir velocidade máxima de 310 km/h. A autonomia também impressiona: o modelo consegue percorrer mais de 530 quilômetros com uma única carga.
O interior segue uma proposta minimalista inspirada na filosofia de design da Apple, com telas digitais, comandos simplificados e acabamento sofisticado.
Nas redes sociais, porém, o lançamento gerou forte repercussão. Parte do público criticou o visual menos agressivo e o fato de a Ferrari abandonar os tradicionais motores a combustão em um modelo totalmente elétrico.
Além da polêmica entre fãs, o lançamento acontece em um momento desafiador para o mercado global de carros elétricos de luxo, que enfrenta desaceleração nas vendas e aumento da concorrência chinesa.
Mesmo assim, a Ferrari trata o Luce como um marco histórico e aposta no modelo para redefinir o futuro da marca italiana.





