Estudos conduzidos pelo Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) sugerem um aumento considerável nos eventos de chuvas extremas no estado até 2100. A pesquisa, baseada em simulações de computador, projeta futuros comportamentos de rios e precipitações, destacando que o aquecimento global intensifica tanto a evaporação quanto a precipitação na região.
Os dados climáticos alimentaram o modelo MGB-SA, permitindo uma análise comparativa entre eventos passados e projeções futuras. As simulações indicam que chuvas com duração mais curta podem aumentar em 15%, em eventos anteriormente registrados a cada 10 anos.
Em Porto Alegre e áreas próximas aos rios Taquari e Uruguai, a possibilidade de inundações e alagamentos é crescente, podendo dobrar o número de pessoas afetadas.
Tendências de chuvas e secas
No Rio Grande do Sul, prevê-se que o volume de cheias comuns aumente em média 14%, enquanto nos eventos mais raros, espera-se um aumento de 13%. Este cenário pressiona a infraestrutura local, que necessita de adaptação para enfrentar os fenômenos.
Além disso, as pesquisas apontam para um prolongamento da estação seca, com déficit hídrico estimado em 42% e uma redução de 11% nas vazões mínimas dos rios.
Estas descobertas estão alinhadas com as tendências globais de desregulação do ciclo hidrológico, atribuídas às mudanças climáticas. O uso intensivo dos recursos naturais e o manejo inadequado do meio ambiente agravam estas condições, resultando em precipitações intensas e secas prolongadas.





